Saturday, December 17, 2011
Thursday, December 01, 2011
Da Crítica: ? política = economia ?
Há uma tendência nefasta e irresponsável de alguns influentes na cena política nacional, e que consiste na depreciação da vertente económica relativamente à política. Isto não é só irresponsável, como é arrogante: o de pensarmos que é de menor tom intelectual pensarmos a questão económica.
Isto é mesmo muito grave quando surge por parte de pessoas que, para o bem e para o mal, são ainda influentes no panorama político nacional.
Uma coisa é ser-se simpático, dar um ar de superioridade intelectual (que apenas engana a quem não está habituado a pensar); ou então ser-se humilde, acessível e dialogante - são qualidades que um bom político pode ou deve possuir. Mas há um pequeno mas grande pormenor que é também importante: é que estas qualidades não fazem um bom pensador. Contribuem para que possamos treinar o pensamento, mas não definem um pensador.
E a política portuguesa precisa de pessoas simpáticas, sedutoras e dialogantes; com poder de influência e peso simbólico - não duvidamos. Mas ela precisa, essencialmente, de pensadores.
E um pensador pensa a política, é político, assume-se como político e por isso não menospreza a economia. Não trata a questão dos dinheiros de forma leviana a não ser que seja simpático, sedutor e "político" - artista (ou habilidoso) mesmo - mas nunca um pensador.
E nós precisamos de pensadores... na política.
Martinho Moura
Isto é mesmo muito grave quando surge por parte de pessoas que, para o bem e para o mal, são ainda influentes no panorama político nacional.
Uma coisa é ser-se simpático, dar um ar de superioridade intelectual (que apenas engana a quem não está habituado a pensar); ou então ser-se humilde, acessível e dialogante - são qualidades que um bom político pode ou deve possuir. Mas há um pequeno mas grande pormenor que é também importante: é que estas qualidades não fazem um bom pensador. Contribuem para que possamos treinar o pensamento, mas não definem um pensador.
E a política portuguesa precisa de pessoas simpáticas, sedutoras e dialogantes; com poder de influência e peso simbólico - não duvidamos. Mas ela precisa, essencialmente, de pensadores.
E um pensador pensa a política, é político, assume-se como político e por isso não menospreza a economia. Não trata a questão dos dinheiros de forma leviana a não ser que seja simpático, sedutor e "político" - artista (ou habilidoso) mesmo - mas nunca um pensador.
E nós precisamos de pensadores... na política.
Martinho Moura
Martinho Moura : Filosofia Música
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