Pensar com:
Por Carlos Coelho Veiga
«No início do século XX, na Alemanha, durante uma palestra, um professor da Universidade de Berlim desafiou os seus alunos com esta pergunta: “Deus criou tudo o que existe?”. Um aluno respondeu veementemente: «Sim, senhor», respondeu o jovem. Então o professor respondeu: “Se Deus criou tudo, então criou também o mal. Pois o mal existe e, partindo do preceito de que as obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”. O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor regozijou-se de ter provado, mais uma vez, que a fé não passava de um mito. Outro estudante levantou a mão e disse: «Posso fazer uma pergunta, senhor professor?”. “Claro que pode”, foi a resposta do professor. O jovem perguntou: «Senhor professor: o frio existe?». “Que pergunta é essa? Claro que o frio existe, ou por acaso o meu jovem amigo nunca sentiu frio?”. O rapaz respondeu: «De facto, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade, é a ausência de calor. Todo o corpo ou objecto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia. O zero absoluto é a ausência total ou absoluta de calor; todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir; mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”. “E existe escuridão?”, continuou o estudante. O professor respondeu: “Existe”. O aluno respondeu: «novamente comete um erro, senhor professor; a escuridão também não existe. Na realidade, a escuridão é a ausência de luz. A Luz pode estudar-se, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com as suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Como pode saber quão escuro está num determinado espaço? Com base na quantidade de luz presente naquele espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”. Finalmente, o jovem perguntou ao professor: Senhor, o mal existe?”. O professor respondeu: “Claro que sim. É lógico que existe, como disse desde o começo: vemos estupros, crimes e violência por todo o mundo; essas coisas são do mal.” E o estudante disse: “O mal não existe, senhor professor; pelo menos não existe por si mesmo; o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem, tal como existe o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente nos seus corações”. Por volta de 1900, este jovem foi aplaudido de pé. Imediatamente, o director se dirigiu ao jovem e perguntou-lhe o nome. Com toda a simplicidade, ele respondeu: Albert Einstein. Como hoje é necessário um novo Albert Einstein sobretudo em Portugal para iluminar as cabeças quer da ministra quer dos professores, salvaguardando a integridade e os
direitos dos alunos»
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