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Sunday, May 23, 2010

Da Crítica Política, por O-LIDADOR:

«Sabe-se que qualquer grupo humano, seja de trolhas, seja de professores universitários, tem mais de metade de estúpidos, incluindo os estúpidos propriamente ditos, alguns ingénuos e mais de metade da bandidagem.
É um bom mercado de consumo para as ideias utópicas. Os que as vendem são também dessa faixa social, pelo que o mercado da estupidez e da utopia não só se confundem, como alcançaram uma massa crítica susceptível de se alimentar a si mesma, por muitos e bons anos. A alienação de tanta gente tem consequências, porque o que caracteriza o estúpido é o entusiasmo por acções em que, nem ele nem os outros ganham o que quer que seja. Ou seja, numa interacção com um estúpido, todos perdem, incluindo o estúpido (de resto é isso que o define como tal).
Um jogo de soma negativa.»



«O problema não é a Grécia e muito menos a questão financeira e a "maldade" dos bancos, das agências de rating e do malvado "capitalismo neoliberal".
E se o problema não é esse, a solução também não é esta de fazer remendos financeiros e avanços suicidas nos gastos públicos. A quem só tem um martelo, todos os problemas parecem pregos.
O martelo que levou a Europa à situação actual é a pulsão socializante e estatizante que varreu a Europa nas últimas décadas.
Uma Europa cuja génese filosófica é a fundamental desconfiança no Estado ( Monnet era um homem de negócios, um liberal que entendia que a paz só se alcançaria através do comércio e não pela estatização da vida pública), está desde há décadas a ser gerida por governos (de esquerda e de direita) que acreditaram na construção de gigantescos estados de inspiração social-democrata e socialista.
A alma imaginada por Monnet para o espaço europeu, era económica. E todas as instituições criadas, nomeadamente o Banco Central Europeu, buscam raízes na alma mater monetarista e liberal.
Os governos nacionais, pelo seu lado, acreditaram na mirífica conjugação virtuosa do liberalismo económico para criar riqueza, e no socialismo redistributivo, a cargo do Estado. Sol na eira e chuva no nabal.
E o estado levou a sério a sua tarefa de distribuir. Tão a sério que a partir de uma determinada altura, já estava a distribuir aquilo que não tinha e que a economia não produzia. Com grande parte da população a comer da generosa cornucópia, só havia duas maneiras de a manter recheada: rapar os bolsos dos contribuintes e pedir emprestado, na convicção de que no futuro alguém iria pagar as dívidas.
Pois bem, o futuro chegou.
Quando países como Portugal já devem mais de 100% daquilo que ganham, os credores começam a duvidar da sua capacidade para pagar. E quando a dúvida se instala, não é fácil conseguir novos empréstimos. O problema é que não é só Portugal, na verdade até a Alemanha já deve mais de 90% do seu produto.
O busílis disto tudo é a ideologia, o socialismo que domina as mentes, o acosso intelectual ao liberalismo e ao mercado.
É por isso que a Europa declina e tende de facto para a única igualdade que os socialismos logram: a dos miseráveis.»

Texto gentilmente cedido por O-LIDADOR, a quem agradeço.
http://fiel-inimigo.blogspot.com/2010/05/sol-na-eira-e-chuva-no-nabal.html

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