iavectik
Sento-me, e penso em nada
Não encontro imagem com a qual me possa identificar
Vejo podridão à minha volta
E se por um lado me quero afastar
Não consigo viver sem ela
Porque ela sou eu mais o nada
Não existe mais ninguém
A não ser um monte de aflitos aos gritos
Que procuram disfarçar a sua angústia
Na agitação da informação
No inútil poder da sedução
Na crueldade que os invade
Na triste alegria de quem não se importa
De viver sem a solidão
(Artur Moura)
E Lanço-me
Num rasgo de loucura
Em atitudes descabidas
Na expectativa do espectador atónito
Que não compreende as motivações profundas
De quem não tem nada a perder senão a razão
E assumo rompantes de absurdo
(Ana Correia)
1998
Não encontro imagem com a qual me possa identificar
Vejo podridão à minha volta
E se por um lado me quero afastar
Não consigo viver sem ela
Porque ela sou eu mais o nada
Não existe mais ninguém
A não ser um monte de aflitos aos gritos
Que procuram disfarçar a sua angústia
Na agitação da informação
No inútil poder da sedução
Na crueldade que os invade
Na triste alegria de quem não se importa
De viver sem a solidão
(Artur Moura)
E Lanço-me
Num rasgo de loucura
Em atitudes descabidas
Na expectativa do espectador atónito
Que não compreende as motivações profundas
De quem não tem nada a perder senão a razão
E assumo rompantes de absurdo
(Ana Correia)
1998
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