Kant aproxima-se claramente de uma linha de pensamento que dá absoluta primazia à estrutura moral do dever desenvolvida a partir da sua segunda Crítica; numa moralidade que vai encontrar, na CFJ, a concretização num sentimento (mesmo que não dependa deste), e que é sentido de forma absoluta na fruição ou contemplação estética, e num princípio de reflexão que nos dá, por um lado, indícios da nossa finitude - somos seres que apenas possuímos pontos de vista -, mas, por outro - e porque temos a capacidade de evocação de Ideias que transcendem esses mesmos pontos de vista - indícios do nosso carácter infinito.
Mais kantiano do que isto é impossível, e daí que este filósofo se constitua como o pensador do sistema: racional por um lado, crítico por outro, teórico sempre.
Mais kantiano do que isto é impossível, e daí que este filósofo se constitua como o pensador do sistema: racional por um lado, crítico por outro, teórico sempre.
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