Kant rejeita a ideia de indivíduo acomodado. A sua filosofia, e em especial o seu pensamento político, representa o travão do que hoje comummente se designa de delegação de poderes. Não há uma instância ou instituição que deva fazer a crítica por nós pois nós próprios a fazemos, nós somos os proprietários da crítica e não temos de usufruir a crítica que outros fazem por nós porque nenhuma instituição é sua/nossa proprietária. Nós mesmos, quando queremos sair da menoridade, podemos e devemos fazer uso da crítica racional, não precisando de usufruir da crítica que outros fazem por nós pelo simples facto de nós próprios sermos os críticos e os seus proprietários.
Naturalmente que Kant parece esquecer-se da enorme e angustiosa fragilidade humana, aquela que dificilmente permitirá, a este homem, reconhecer qualquer espécie de luminosidade que não a que partilha com o seu semelhante, e sempre num inevitável jogo de vencedores e vencidos.
Naturalmente que Kant parece esquecer-se da enorme e angustiosa fragilidade humana, aquela que dificilmente permitirá, a este homem, reconhecer qualquer espécie de luminosidade que não a que partilha com o seu semelhante, e sempre num inevitável jogo de vencedores e vencidos.
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